Rodrigo Ciaralo · Escritor e psicólogo

A vida que acontece dentro de nós.

Romances e reflexões sobre amor, desejo, perdas e recomeços. Escrevo sobre relações humanas e sobre as histórias que cada pessoa carrega.

Romances e não ficção

Rodrigo Ciaralo
Rodrigo CiaraloEscrita & escuta

Para a sua próxima leitura

Livros que começam
uma conversa.

Sobre amar, compreender os vínculos
e encontrar novas formas de continuar.

4 livros

Capa de Visto por Último, de Rodrigo Ciaralo

Vínculos e apego

Visto por Último

Por que você sofre tanto no amor e o que o apego ansioso tem a ver com isso

Sobre este livro

A espera por uma resposta, o medo de perder e a necessidade de confirmação podem ocupar espaço demais em uma relação. Visto por Último convida a compreender o apego ansioso e as perguntas que aparecem quando amar também traz insegurança.

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Capa de Perto Demais, de Rodrigo Ciaralo

Vínculos e apego

Perto Demais

Por que você se afasta de quem gosta e o que o apego evitativo tem a ver com isso

Sobre este livro

Há quem deseje um vínculo e, quando a proximidade chega, sinta vontade de se afastar. Uma reflexão sobre apego evitativo, intimidade e a dificuldade de permanecer perto de alguém.

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Capa de O Fim Não É o Fim de Você, de Rodrigo Ciaralo

Recomeços

O Fim Não É o Fim de Você

Atravessar um término e reconstruir quem você é depois dele

Sobre este livro

O fim de uma relação também muda a rotina, os planos e a forma de olhar para si. Este livro se volta para o luto amoroso e para a reconstrução da vida depois de um término.

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Capa de Disponível de Novo, de Rodrigo Ciaralo

Recomeços

Disponível de Novo

Como voltar a namorar depois dos 40

Sobre este livro

Voltar a namorar depois dos 40 envolve um mundo de encontros que mudou e uma história pessoal que continua presente. Um livro sobre expectativas, sexualidade madura, confiança e a possibilidade de construir novos vínculos.

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Sobre o autor

A escrita, a escuta e o interesse pelas pessoas.

Rodrigo Ciaralo

Sou Rodrigo Ciaralo, escritor, psicólogo clínico e neurocientista do comportamento.

Na clínica e na escrita, meu interesse está nas pessoas: no que sentem, nas escolhas que fazem e nas relações que constroem.

Meus livros percorrem temas como amor, desejo, solidão, perdas e recomeços. A experiência da escuta clínica atravessa minha escrita, assim como as perguntas e os encontros da minha própria vida.

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Entre as páginas

Uma história começa
com uma primeira página.

Leia um trecho de Diga antes que o bonde volte.

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Diga antes que o bonde volte

Primeiras páginas

No alto de Santa Teresa, onde a Rua Almirante Alexandrino começa a desistir de ser rua e o bonde faz a última curva antes do fim da linha, há um casarão amarelo que ninguém repara. A tinta descascou em mapas de países que não existem. A varanda de ferro enferrujou bonita, e nas tardes de chuva solta um cheiro de moeda antiga que fica na mão de quem se apoia nela. Uma buganvília velha derrama-se por cima do muro e larga flores no calçamento, e as flores ficam ali, roxas, até o bonde passar e o vento delas mudar de lugar.

Do portão, quem olha para baixo vê o mar aparecer entre os telhados, como se alguém tivesse esquecido um pedaço de céu no chão. De noite, a dama-da-noite do quintal abre e perfuma a ladeira inteira, e os vizinhos mais antigos juram que dá para sentir o cheiro lá do Largo dos Guimarães, quando o vento é de terra.

Ao lado da porta, uma placa de madeira pintada à mão, com as letras um pouco tortas de quem escreveu com pressa de não mudar de ideia:

Atende-se uma vez. A sessão dura uma volta do bonde.

Não tem número de telefone, não tem nome, não tem horário. Os turistas tiram foto achando que é obra de algum artista do bairro. Os vizinhos já se acostumaram a ver gente subindo a ladeira com um papelzinho amarelado na mão, a camisa colada nas costas, parando no portão para recuperar o fôlego e olhando para trás, lá para baixo, para o caminho de volta, como quem ainda pode desistir.

Dentro da casa, quem chega ouve primeiro o ventilador de teto, que range na mesma nota há trinta anos. Depois sente o café, coado em pano, forte, com uma ponta de rapadura. Depois vê a gata no parapeito, enorme, peluda, de um pelo tartaruga que mistura preto, caramelo e ferrugem como se alguém tivesse derramado café num tapete persa, de costas para tudo, e uma senhora pequena numa poltrona funda, com um caderno de capa de couro no colo, que levanta os olhos e sorri como se estivesse esperando exatamente aquela pessoa e mais ninguém.

E então, lá embaixo, na curva, o sino do bonde toca.

Quase ninguém desiste.

Ninguém sobe uma ladeira dessas por acaso.

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“Tem frase que a gente guarda tanto tempo que ela começa a guardar a gente.”

Celeste, em Diga antes que o bonde volte

A psicologia na minha trajetória

Meu trabalho como psicólogo.

Além da escrita, atuo como psicólogo clínico, com atendimentos online. Conheça minha abordagem, as áreas em que trabalho e as informações sobre atendimento.

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